A tecnologia na construção de mentes conscientes

Publicado: 25/03/2011 em cidadania, Justiça, política, reflexão

Depois da tão esperada votação da Lei Complementar n. 135/2010 (Ficha Limpa), que aconteceu na sessão de quarta-feira, dia 23 de março de 2011, no Supremo Tribunal Federal (STF), oportunidade em que o recém empossado ministro Luiz Fux desempatou uma das votações polêmicas, e por 6 a 5 votos o Ficha Limpa não terá aplicação para a eleição de 2010.

O Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) fez com brilhantismo a sua parte e despertou grande parcela da sociedade nesta lei de iniciativa popular, que não foi em vão. Mesmo sem a aplicação nas eleições do ano passado já teve seu papel pedagógico e livrou a sociedade brasileira de muitos fichas sujas pelo desencorajamento de enfrentarem as urnas. Este foi um início e o cidadãos brasileiros devem reforçar ainda mais as campanhas pela transparência e reforma política.

É como dizem os experientes juristas ”decisão judicial não se discute, se cumpre”. O que a população brasileira pode fazer depois deste resultado? A ideia é seja reforçado o movimento com  palestras, debates e mesas redondas com jovens, estudantes, trabalhadores, formadores de opinião e população em geral que sonham com um País sem roubalheira e que o dinheiro público seja efetivamente respeitado. Invadir, positivamente, as comunidades, as escolas, os bairros, as cidades,  as faculdades, as empresas da grande metrópole aos povos ribeirinhos da Amazônia a fim de inundar o nosso país de mentes conscientes, como já defendia o saudoso estadista Leonel de Moura Brizola.

O uso das mídias sociais na campanha eleitoral de 2010 é o maior exemplo de que é possível quebrar paradigmas e mudar valores. Na Amazônia, sua importância na construção e resgate da cidadania é algo incontestável, além de contribuir para encurtar distâncias é uma das formas de monitorar os políticos e gestores do serviço público. São diversos perfis no Facebook e Twitter com temas de “Combate à Corrupção”, “Ética” e “Ficha Limpa” e a tendência de expansão nas redes.

A  Geração Y e muitos pais devem assumir um papel importante na canalização e moderação da energia e ansiedade desta geração para as causas sociais. Quem une multitarefas, concilia lazer, trabalho, tenologias e novas mídias pode trazer uma contribuição relevante para o debate na construção de novos horizontes para o Brasil.

As campanhas e movimentos de cidadania que visem esclarecer os cidadãos quantos aos seus direitos e deveres, merecem atenção e participação de todos, inclusive dos jornalistas e veículos de comunicação e mídias sociais, assim todos nós estaremos exercendo um papel social de grande relevância para o País. “Tente mover o mundo – o primeiro passo será mover a si mesmo. (Platão).

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comentários
  1. Dalila Dark disse:

    Adorei a citação da frase de Platão! Agora, decisão judicial se disculte sim! Já está na hora da população não se conformar com as decisões públicas e se manifestar diante disso.

    • Cara Dalila,
      O escopo deste artigo é exatamente provocar a reflexão. Decisão Judicial não se discute, cumpre-se ou, se couber recurso, apele-se via judicial. O mais grave não é a questão legal, prevervação da Constituição Federal e sim as pessoas, todos nós precisamos estar conscientes. Afinal, muita gente sabia quem eram os fichas sujas e mesmo assim votaram neles. Daí a idéia de um momento virtual e presencial pela cidadania. Um forte abraço e obrigado pela interação.

  2. Jônatas Andrade disse:

    Caro Celso, a percepção que tenho é a de uma “meia” decepção. A decisão foi eminentemente jurídica, é verdade!!! Mas o STF não é um tribunal emunentemente jurídico. Vez por outra ele decide politicamente – como no caso das contribuições previdenciárias dos inativos – até porque políticas são as nomeações dos seus integrantes. Consola-me o fato de que a lei foi elogiada mesmo pelos que impuseram a ela a anterioridade, o que quer dizer que essa, em tese, deve ter sido a última das vidas dos “gatunos” manifestos. E o Supremo faz um voto “sacerdotal” de respeito à Constituição Federal.

  3. Marco Anconi disse:

    Caro Celso, boa noite.

    Oportuna e lúcida sua matéria. Conscientização é a palavra!

    Um pais “burro” não é uma nação. Uma nação só pode existir a partir de mentes conscientes.

    Que estes juízes não tentem proteger os futuros infratores, como fizeram com os do passado!

  4. carla disse:

    Muito bom o texto que aborda a questão ficha limpa. Mesmo ainda engatinhando prova-se que saimos da zona de conforto.

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