A cultura do Contrl C + Contrl V

Publicado: 30/10/2011 em educação, reflexão
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(Fonte: Exame.abril)

“Plágio na realidade das mídias sociais”, este foi o tema desafiador que me foi proposto para falar no 5º SEACOM Seminário Arquidiocesano de Comunicação dia 28 de outubro, em Rondônia. Embora o tema não haja nenhuma conexão com as igrejas, é palpitante e nos levou a uma pesquisa e reflexões interessantes.

Para produzir uma obra normalmente dedica-se um tempo para pesquisas, leituras e muita criatividade, imagine depois de todo esse trabalho quer seja para a produção de uma música, vídeo, trabalho acadêmico, ou até mesmo uma tese de especialização você descobre que alguém se utilizou de seu produto final como dele fosse, sem ao menos colocar os créditos necessários e nem solicitar autorização? Isso mesmo, você foi plagiado.

Na Europa e Estados Unidos o tema plágio e ciência tem dominado as discussões, enquanto que na América Latina pouco ou quase nada se fala a respeito, o que chega ser preocupante.

Em uma breve pesquisa na rede mundial de computadores, embora sem pretenção conclusiva nem dados estatísticos exatos, percebemos que no Brasil as notícias sobre plágio predominam na área musical. Na produçao acadêmica o problema cresce silenciosamente.

O que leva uma pessoa a plagiar? Poderíamos elencar diversas alternativas, mas a preguiça mental e a comodidade podem estar no topo. É uma questão de ética, honestidade e respeito que precisa ser levada aos debates em salas de aula, além da orientação dos familiares na formação do jovem.

Se o plágio aconteceu e você foi vítima? Existem alguns meios de solução encontrados por alguns plagiados. A primeira alternativa seria o autor manter contato com a pessoa que praticou o plágio e certificá-lo do crime cometido e da possibilidade de acordo para solucionar a questão. A segunda seria uma notificação extrajudicial, estabelecendo prazo para a retirada do material publicado na internet ou então adicionar o crédito do autor na publicação.

A terceira e última, quando o plagiador objetiva lucro financeiro com tal prática a questão torna-se um pouco complexa, pois o autor original da obra deverá receber seus direitos autorais e para isso deverá buscar o Poder Judiciário.

No artigo 148 do Código de Processo Penal, há previsão de pena de 3 meses a 1 ano, porém se a violação de reprodução de texto total ou parcial impresso ou qualquer outra forma, com a finalidade de obtenção de lucro, sem autorização expressa do autor, a pena poderá ser de 1 a 4 anos de reclusão + multa.

Ser original é uma questão de honestidade consigo mesmo, além de que o plágio mais cedo ou mais tarde será descoberto.

Plágio não rima com ética.

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comentários
  1. Aleks Palitot disse:

    muito bom! parabéns Celso

  2. Meu caro Celso, este ano recebi o convite, fiz uma programação para assistir, coloquei até no meu Blog, porém, de última hora compromisso profissional somente me dava o direito de participar no primeiro dia, os outros dois impossivel. Inclusive o dia de sua apresentação, em função disso ñ fui, mas ñ faltará oportunidade. Valeu!

  3. Isaac A. disse:

    Muito bom. Parabéns. Tal assunto é um ótimo tema para discussões e para a reflexão de quanto o plágio está se tornando algo aceitável e de como os valores do raciocínio, criatividade e individualidade estão sendo colocadas de lado.

Obrigado pelo seu acesso e comentário! Divulgue aos seus amigos. Nosso Twitter @_celsogomes_

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