ASDEVRON: Judoca cego defende Rondônia em campeonato brasileiro de Judô em São Paulo

Publicado: 03/12/2011 em cidadania, política, reflexão, Rondônia
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SUPERAÇÃO 


O judoca Robson André Santos de Souza, de Porto Velho, deficiente visual, sempre com bom humor, dá um importante exemplo de esperança, otimismo e felicidade de viver. Robson  já era meu conhecido, mas eu não sabia das suas habilidades, o que me deixou muito feliz e provocado a escrever algumas linhas a respeito. Robson André, da ASDEVRON, será o único de Rondônia que lutará na 2ª etapa do Grand Prix Brasil de Judô que acontece em São Paulo, de 9 a 11 de dezembro deste ano.

Ao visitar a Associação dos Deficientes Visuais de Rondônia (ASDEVRON), na tarde de sábado, dia 03 de dezembro, a convite do presidente Carlos Cataca, para falar do interesse dos associados em realizar um café da manhã e confraternização natalina no dia 17 de dezembro de 2012. Mas um bate papo com os associados começou a revelar algumas habilidades interessantes desses cidadãos, que muitas vezes não são lembrados nem vistos como um contribuinte, trabalhador e pai de família. A história do Robson me chamou a atenção.

Se você pensa que não tem tempo pra nada, que a vida é ingrata, preste bem atenção. Robson André, deficiente visual, 26 anos, é acadêmico do curso de Música, da Universidade Federal de Rondônia, professor de Judô para cerca de 30 alunos, que não são deficientes, e ainda ensina informática a um advogado cego. No tempo que lhe resta do dia ou da noite ele ainda faz um curso de montagem e manutenção de micro no SENAC de Porto Velho.

Sua companheira, Simone Conceição de Abreu, deficiente física (muletante), dá aula de reforço para alunos do ensino fundamental de segunda a sexta-feira, e participa ativamente como secretária da  ASDEVRON. Ela ressalta a força de vontade e auxilia o quanto pode o seu companheiro Robson.

E você?

Depois desta breve história do judoca e professor Robson André, você ainda se acha excluído? Você acha que não tem chance, nem oportunidades na vida? Vamos além, algumas pessoas que têm o poder e o dever de olhar pela população e pela inclusão de todos, não conseguem ou não querem  enxergar o que está à sua frente. Não estou falando só dos ladrões de dinheiro público, dos bandidos travestidos de autoridades, políticos, com carros blindados e todas as mordomias à custo do dinheiro do contribuinte.

Falo também de todos nós, trabalhadores, pais de família, professores, servidores públicos, empresários que podem e devem perceber ao seu redor o que acontece e a necessidade de humanizar as relações com o próximo.

E.T. O judoca viajará na próxima sexta-feira (9) para São Paulo, com passagens compradas do seu bolso.

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