Educação x Sistema Prisional Brasileiro

Publicado: 12/01/2014 em Apenados, cidadania, educação, política, reflexão, Sistema Prisional

sistema prisional lotacaoO sistema prisional no Brasil está falido? Até quando os barris de pólvora estarão colocando em risco nós, brasileiros trabalhadores, entre os maiores pagadores de impostos ao redor do mundo? São perguntas cada dia mais difíceis de ser respondidas.

Tantas vidas perdidas pelo país afora, Carandiru (São Paulo), Urso Branco (Rondônia) e Pedrinhas (Maranhão), João Chaves (Rio Grande do Norte) são algumas das chacinas emblemáticas que não saem da memória dos brasileiros, sem falar dos riscos que os agentes penitenciários correm diariamente.

Segundo dados do Conselho Nacional do Ministério Público de 2013, entre março de 2012 e fevereiro de 2013, nas prisões inspecionadas, foram registradas 121 rebeliões e 769 mortes. Houve apreensão de droga em 40% dos locais revistados e foram registradas mais de 20 mil fugas, evasões ou ausência de retorno após concessão de benefício. Ao mesmo tempo, houve recaptura de 3.734 foragidos.

Algo que é reconhecido por autoridades, servidores públicos e até mesmo o cidadão mais simples, que hoje o sistema prisional é sinônimo de depósito de pessoas em condições desumanas, expostas a doenças, riscos de morte a todo o momento e vivendo como animais. Muitos entram após cometer um pequeno delito, mas presos passam a conviver com outros que possuem fichas corridas e condenações centenárias, o resultado disso não é tão complicado saber.

Os processos de reintegração à sociedade, em sua maioria, comprova-se ineficaz. Àqueles que por fatalidade estão nos presídios e, têm boa índole, são os que naturalmente são ressocializados, independentemente de programas desenvolvidos pelo Brasil.

Nos presídios brasileiros são encontrados drogas, telefones celulares, armas e muita perversidade. Aqui fora, os cidadãos vivem prisioneiros em suas próprias residências, aterrorizados pelo Crime, muito mais organizado que o Poder Público, infelizmente.

O baixo nível de escolaridade e a média de idade dos detentos são reflexos diretos da falta de investimentos em educação por décadas e, hoje, o país colhe os frutos negativos com milhões de pessoas (contribuintes) expostas à violência e a insegurança urbana.

O Poder Público precisa estudar parcerias e investir muitos milhões de reais em soluções para os problemas crônicos, como a abertura de novas vagas no sistema prisional, pois assim talvez possa ao menos amenizar o caos instalado de norte a sul do país.

Mão de obra em favor da sociedade

detentos em serviço na br

Com milhares de homens com total saúde física e ociosos cumprindo suas penas ao lado de tantas necessidades de construções, reformas e conservações de rodovias federais e estaduais, além de pontes e outras obras públicas, poder-se-ia canalizar toda essa mão de obra, aliada com programas de saúde e educação dos presos, e solucionar problemas que afligem a população e, em contrapartida, aplicar a remissão de pena para cada dia trabalhado, apenas alguns dos exemplos.

(atualizada às 13h04)

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comentários
  1. Falência ? Não deixa de ser apenas mais um termo politicamente oposicionista especulativo.
    A falência, esta nos nossos gestores, aqueles que tem por direito e obrigação de mudar as leis de acordo com as necessidades e evolução que acontecem no dia a dia.
    E esses, jamais as mudariam, pois se mudassem com certeza confrontariam diretamente com suas atitudes.

    • Verdade cara Maria Antônia, quando falamos que o crime é muito organizado, entende-se que organiza seus tentáculos em todos os setores estratégicos. É a forte impressão.

      • Impressão esta que fica evidente a participação dos políticos (claro que há lá suas exceções), os quais cujas suas atividades são destinadas a obter poder e lucro. E na maioria das vezes infringindo as leis formais da sociedade.

  2. eduardo disse:

    TEMOS QUE COLOCAR ESSES ASSUNTOS A LUZ DAS AUTORIDADES E COBRAR DELES SOLUÇÕES, ELES ESTÃO PRA NOS REPRESENTAR, OU NÃO?, ELES ESTÃO RODEADOS DE SEGURANÇAS, DIFICILMENTE VÃO SER ATINGIDOS POR MARGINAIS, E NÓS?.

  3. O modelo prisional brasileiro é ultrapassado e caro. Não recupera o marginal e imobiliza muito dinheiro público. Passou da hora de mudar.

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